O tempo da criança. É a importância do não fazer nada.

Eu dou um passo atrás, tanto quanto é possível e com segurança, e permitir-lhe experimentar a vida por si mesmo. Mesmo agora, na sua pouca idade eu tento ficar um pouco para trás e permitir que o seu tempo seja liderado por ele. Para permitir que ele faça o que lhe interessa, que lhe permita aprender a capacidade de ocupar-se com a vida. Meus pais me inspiraram da forma que eles fizeram, observando à distância, estando disponível quando necessário, permitindo que a criança viva e experimente a vida e tudo que vem com ela , apoiando e orientando-as. Deixe que eles se cansem, deixem-nos ficar sujos, irritados,felizes, magoados… estas são todas as partes importantes da vida, e eu quero que eles vivam plenamente a vida … o tédio e tudo. Vou fazer o trabalho de ser um pai, e permitir-lhes experimentar o tempo livre de ser uma criança, e estou animada para vê-los crescer ao longo da vida.

E agora deixo vocês com um texto lindo que postei há um tempo atrás em nosso Instagram @babysaudavel do site biblioteca da antroposofia.

O tempo da criança é o tempo do pião ou o tempo que uma nuvem demora para tomar a forma que quiser; é um tempo que todos vivemos, mas esquecemos, porque ele vem exclusivamente da habilidade de brincar e tem morada na travessura. A brincadeira é uma habilidade, uma ferramenta do desejo e da materialização do ser.

A educadora Renata Meirelles conhece muito bem da necessidade do brincar. Ela passou anos pesquisando as brincadeiras que permeiam os estados brasileiros, e os diferentes tempos das crianças que nascem nas florestas ou das que nascem na cidade. Em 2000, juntamente com o documentarista David Reeks, criou o projeto BIRA- Brincadeiras Infantis da Região Amazônica, uma investigação da indumentária brincante das crianças da região amazônica.

E o que se aprende, vagando por aí, observando as rodas animadas de pequenos, suas obsessivas travessuras e brincadeiras? A importância desse tempo cada vez mais diminuído da infância, como formador essencial da personalidade adulta. As infâncias que duram mais são carregadas de uma potência absurda, porque é na brincadeira que o indivíduo exercita o desejo. E isso o torna mais capaz de tomar decisões.