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Eu não sou o tipo de pessoa que goste de propagar ou mesmo tenha prazer em aterrorizar as novas mamães. Sabem, quando eu estava grávida, eu sofri o chamado “terrorismo materno”, foi tenso. Com menos de 10 semanas de gestação, eu ainda não tinha entendido direito nem o que ocorria dentro do meu corpo, era tudo muito novo para mim, era muita informação, mas uma coisa que me marcou, foi o terrorismo velado, que algumas mães fizeram comigo, acredito que tenha uma pitada de maldade,e acho bizarro as pessoas agirem assim, com um contentamento interno secreto.

Pela ingenuidade, por ser a primeira experiência,é estarmos assustadas. E sim,a maternidade dói. Quando eu ainda estava grávida do primeiro filho, não tinha noção da dimensão de ser mãe, e como muitas vezes a dor não seria física, mas as dores do crescimento e da alma. Deixo vocês com um texto lindo que amo, e não se esqueçam de apoiar sempre uma grávida,aterrorizar não. Porque já temos dores suficientes.

Ser mãe dói.

Dói quando o filho nasce e ela se pergunta como vai saber educar. Dói quando, tendo o futuro todo pela frente, ela se sente perdida, como se o mundo não tivesse continuação. Dói quando filho chora de noite e ela não sabe bem como acalmá-lo. Ela aprende, então, a interpretar cada choro pra entender seu bebê.

Ser mãe dói quando filho fica doente e ela quer trocar de lugar com ele e não pode. Dói quando ela não sabe o que fazer.

Ser mãe dói quando filho não quer começar a escola e ela precisa fazer um esforço sobrenatural para não chorar e deixá-lo começar a vida de gente grande. Ela chora escondido depois. Mas dói também, quando, deixando o filho na escola, ele dá um sorriso e diz adeus. Dói sentir que ele desprega-se, solta-se, torna-se independente. Como dói!!!

Ser mãe dói quando filho tem problemas na escola e ela precisa ouvir com naturalidade as queixas. Dói a adolescência, as questões existenciais.

Deve doer demais ver um filho indo para a guerra. Deve doer imensamente ver filho seguindo caminhos diferentes dos que julgamos corretos. Mãe que vê filho sofrendo, sofre dobrado.

Ser mãe é uma missão que dói a vida inteira.

Ser mãe é ter a dádiva do dar. Ela planta e sabe que não é pra ela.

Jesus também teve mãe. E deve ter doído nela mais que em qualquer outra mulher do mundo.

Uma mãe é uma ponte entre os céus e a terra. É o ser escolhido por Deus, certamente o mais bendito de toda a criação, para que a terra se encha e se multiplique.

Ser mãe dói sim. Mas engrandece também. A medida da dor é também a medida da alegria de ver filho feliz.

A maternidade é a corôa de toda mulher. De espinhos… mas de flores também!

Benditas sejam todas as mães do mundo!!!

Autoria: Letícia Thompson