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Será o meu filho melhor que o seu?
Estabelecer comparações é algo natural e pode inspirar as pessoas a melhorarem em aspectos importantes da vida. Mas nem todos veem a situação dessa maneira: algumas mães perdem um pouco a medida ao usar o desenvolvimento de suas crianças como trunfos para saírem vitoriosas de pequenas batalhas que travam com parentes e amigas que também tenham filhos. Pessoalmente ou pelas redes sociais, é quase impossível não notar uma competitividade exagerada nos momentos mais inesperados. A pergunta que fica no ar ao ler ou escutar esses comentários é: as mães estão em guerra? “Quando a Maria Alice estava com seis meses [hoje tem um ano e quatro meses]

e me disseram para colocá-la sentada em uma festinha, eu falei, ingenuamente, que ela não sabia sentar ainda. Nisso surgiu uma mãe vangloriando-se de que a filha ficava durinha com essa idade, que era bem mais desenvolvida do que a minha”, lembra a esteticista Luana Perrout, autora do blog Como Ser Normal Sendo Mãe?. “Em grupos de mães em redes sociais chega a ser absurdo. Uma comenta que o filho andou aos dez meses e já aparece outra rebatendo que o dela começou com seis meses. É uma competição enorme e aberta”. Essa competitividade, segundo os especialistas, é tão antiga quanto a humanidade. “A internet só deixou em evidência um comportamento de rivalidade que sempre existiu, pois em nossa cultura sempre foi exigido o máximo da mulher. Tem que ser boa como dona-de-casa, esposa, mãe, profissional. Por isso, é ‘natural’ que elas compitam a respeito de quem é a melhor, seja em que quesito for”, afirma a psicóloga clínica e psicoterapeuta Silvia Helena Molina.

Especialista em análise do comportamento, a psicóloga clínica Fabienne Soares explica o que mais comumente propicia tais atitudes: “Quando a valorização do outro no contexto familiar se faz muito mais em função de suas realizações do que pelo que ele é, a competitividade é mais recorrente. Também podemos pensar em mães inseguras que valorizam seus filhos em demasia para as outras mães para, em consequência, serem valorizadas pela sua dedicação materna”.
São muitas as exigências e cobranças quanto ao tipo de maternagem que praticamos com nossos pequenos.
Que não seja a concorrência e comparações sem limites mais uma questão a nos sufocar o nosso tão tumultuado e cheio dia.
Que nos desliguemos de todo tipo de comparação,que tanto nos faz sofrer,e está tudo bem se o filho da fulana andou aos sete meses,e o filho da ciclana saiu das fraldas com doze meses.Tudo bem,ter seu próprio ritmo,ou não ter ritmo nenhum.
Tem pessoas que não se encaixam em padrões,eu costumo dizer que eu não tenho padrões,eu gosto do caminho do meio.