As sociedades secretas maternas são muito discretas, e via de regra é a própria mãe quem mostra interesse por ela, simpatizando-se inocentemente com todos os pilares da dita cuja.

Trata-se de ação reservada e que interessa exclusivamente àqueles que dela participam, sendo exercidas à margem da sociedade circundante.

O que as move?

Basicamente idéias pregadas e debatidas incessantemente como SOCIALMENTE CORRETAS, talvez no limítrofe do romantismo materno, e de forma sutil, quase imperceptível, não apenas limita espaço para debates e interesses coletivos sobre o assunto, como os transforma em TABUS.

Não vamos ignorar que as sociedades secretas sempre existiram. Por trás delas está o mistério, que é também o elemento central das religiões.

Cabe-nos distinguir o mágico do real na pregação dessas sociedades.

O perfeito do humano.

Antes de mergulhar de forma ingênua numa dessas sociedades secretas, pergunte-se:

* Eu me sinto confortável vivendo o modo de vida proposto por esta comunidade fechada?

* Eu estou deixando de aceitar argumentos que possam ser úteis e esclarecedores?

* Há equilíbrio ou fanatismo segregadores nas ideias levantadas?

* O diferente cabe ali?

* O respeito pelas vivências tem lugar aí?

* Qualquer pessoa pode levar em frente às ideias propostas?

* Que perguntas e análise eu devo me fazer antes de me entregar sem ponderar a ideias e ideologias “da moda”?

* Devo confrontar com o que acredito como certo?

Veja bem que aqui o detalhe é precioso, pois leva a pensar pela raiz: será que o que eu aprendi como o certo é o melhor PARA MIM mesmo?

Será que esse meu fanatismo por uma perfeição mascarada por uma sociedade secreta idealizada e romantizada realmente se sustenta?

Normalmente você irá aderir a uma sociedade destas em algum momento de vulnerabilidade em sua vida.

E Quer mais vulnerável que o momento em que nos encontramos grávidas?

Eu espero que os leitores deste texto não me levem a mal ou pensem que o tom é de crítica, pois não é.

O texto é sobre equilíbrio, e a palavra equilibro para mim, é pessoal, é intransferível enquanto vivência. Ou você tem equilíbrio, encontra-se em uma fase equilibrada em sua vida, ou você busca este equilíbrio.

É por busca muitas vezes que, as mães principalmente, acabam caindo em verdadeiras ciladas, e entregando-se completamente a tendências que são a primeira vista muito bonitas de se ler, mas na prática e no dia a dia são segregadoras.

É da natureza humana fazer parte de comunidades, e precisamos disto sem sombra de dúvidas.

Mas temos mesmo que nos atirar de peito aberto e olhos fechados a um único estilo de vida? A uma única forma de viver? Temos que estar rotulados e reduzidos a um tipo de movimento o tempo todo? E se estivermos fora dele estamos errados?

O problema da pessoa que escolhe fazer parte de “uma sociedade secreta” é que geralmente ela entra com boas intenções. Eu prefiro pensar que seja pela inocência e por não ter noção e vivência naquele modo de vida TOTALMENTE NOVO, vendo nisso como perfeita tábua de salvação.

Enfim, acredito como saudável a longo prazo num modo de vida em que você não abre mão de ter poder de escolha, de poder SIM voltar atrás e, mesmo assim, ser aceito pelos membros, ainda nestes encontrando apoio e empatia, e não ter que comungar de um único pensamento para ser aceito.

Isto sim me parece um caminho melhor a seguir.