Terribles two

Terribles two

Quem é mãe de uma pequena criança de 2 dois anos,sabe bem como eles mudam depois da fase de bebê de colo,descem ao chão ,e fazem muitas vezes deste “chão” o palco para seus terríveis comportamentos ou mais conhecidos como manhas. Mas será que é manha mesmo? Será que tudo que este pequeno ser quer é te afrontar? Claro que não,até porque crianças na idade de dois anos,não tem o discernimento para cometer algo dissimuladamente.Vamos acompanhar um texto excelente de Claudia Rodrigues onde ela analisa e põe luz sobre o que querem os “pequenos terríveis” na verdade não tão terríveis,apenas amadurecendo.Acompanhem abaixo:

A criança de dois anos ainda é, em parte, um bebê, o mais esperto e apto dos bebês. Do segundo para o terceiro ano de vida ela vai deixando o jeitão de bebê para trás e tornando-se o que consideramos de fato uma criança, em plena fase social e lúdica. Quando os adultos respeitam e aceitam o desejo de autonomia que surge na criança a partir dos dois anos, ela sai das fraldas, desmama, larga a chupeta, dorme mais facilmente sem embalo apreciando uma história, uma conversa de fim de dia. É apta para ser uma companheirinha, já consegue esperar, entende o que falamos, responde, pergunta, imita nossos gestos e afazeres.

Mas o que mais se vê é criança de dois anos sendo apelidada de terrível, existe a expressão terrible twos para dar referência à fase de desejo e aptidão por autonomia, muitas vezes confundida pelos adultos como teimosia.

Afinal, o que perdem os pais com a criança maiorzinha?

Perdem controle e são exigidos em musculatura e criatividade, isso irrita alguns adultos que se engalfinham em brigas com as pequenas criaturas.
A criança de dois anos acha divertidíssimo vasculhar a casa, pesquisar, abrir torneiras, desembolar meias, puxar rolo de papel higiênico, subir em cadeiras, bancos, armários, mexer com água, terra, farinha. Se ela não for levada para brincar em uma praça, um parque, fará da sua casa o seu “playground”e se for também fará, talvez apenas com um pouco menos de intensidade. Cabe aos pais ensinarem como se folheia livros sem rasgar, como pintar tal parede forrada com papel e não outra, como carregar por alguns metros um copo de vidro sem quebrar, aliás essa última é uma façanha que toda criança de dois anos ama fazer, mas que fará muito mal com cuidadores nervosos, ansiosos e pré-prontos para um drama de escadaria.
Texto por Claudia Rodrigues