Quando tive a chance de experimentar trocar momentos de escuta com outros pais, entendi: óbvio, eu tenho sentimentos! Todos tem! Quando há alguém para escutar, podemos finalmente notar esses sentimentos. Todos os dias, meus sentimentos vão de alegres e tranquilos a apaixonados e elétricos, e tudo o que está entre um pólo e outro. Meus filhos tinham essas enormes variações, e é claro, eu também!

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Devagar, em parceria com alguém que saiba escutar, nós pais podemos começar a entender de onde vem esses sentimentos. Descobri que, muitas vezes, nossos sentimentos mais fortes vem da nossa infância, dos momentos em que nossos próprios pais estavam bloqueados por conflitos e estresse e nós, crianças pequenas que éramos, não sabíamos o que fazer. Esses sentimentos antigos e bem protegidos finalmente são liberados quando você tem alguém que te escute. Chorar, gargalhar e estravasá-los nos dá a chance de ter mais controle sobre como criamos nossos filhos e quão bem demonstramos nosso amor.

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Não somos nossos sentimentos. Nossos sentimentos são uma gravação histórica do que nos aconteceu, de feridas que ainda esperam ser curadas. Eles são como anéis de uma árvore -mostram o que aconteceu conosco. Porém, a nossa parte viva, criativa e amorosa está em outro lugar. Nossos sentimentos vem de como nós e as outras crianças da nossa idade e nas mesmas circunstâncias foram tratadas. Nossos sentimentos querem sair. O que quer que sejam -preocupações, dureza, egoísmo, dor, impotência, ressentimento, raiva- nós não somos nossos sentimentos e eles querem sair de dentro de nós. Texto de Patty Wipfer. Lindo não?